| Pesquisa da FMUSP constata ganhos à saúde, em idosas, derivados da prática de exercícios |
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| Escrito por Verónica Oliveira | |
| terça, 27 de março de 2007 | |
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Exercícios físicos regulares e a pratica de esportes de alta intensidade são fatores que melhoram a qualidade de vida e diminuem os sintomas de depressão entre mulheres com mais de 60 anos. É isso que indica um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).
Riscos Apesar dos riscos da prática esportiva não terem aparecido no estudo, Garcez-Leme garante que eles existem. “Sempre há o risco de lesões ósseas e musculares por estresse e o risco de complicações circulatórias em atletas que não se submetam a avaliação médica periódica” diz. O pesquisador ainda alerta: “no caso dos esportes de rua deve-se considerar ainda o risco de acidentes”. Entretanto, essess riscos podem ser minimizados e até evitados. O pesquisador afirma que para isso é necessário que as atletas de qualquer idade - mas principalmente as idosas - estejam sob acompanhamento profissional, seja em termos de avaliação médica, seja em termos de treinamento dirigido. É ainda necessária para as participantes de esporte de rua uma adequada estruturação de suporte local para que se evitem acidentes. Garcez-Leme adverte que não se podem tomar conclusões definitivas unicamente com base nessa pesquisa. "É importante que tenhamos em conta que se trata de um resultado inicial e necessariamente frágil, uma vez que o número de atletas estudado foi pequeno (16) e que as conclusões baseiam-se em uma prova específica e isolada (Corrida de São Silvestre)”, explica. Ele garante ainda que torna-se necessário o desenvolvimento de estudos maiores e mais estruturados para conclusões mais sólidas. “O estudo nos mostrou que a atividade física, mesmo a de alta performance, pode ser benéfica para a qualidade de vida de mulheres idosas. A pesquisa em si não acrescentou qualquer risco às participantes, além dos riscos inerentes à atividade esportiva”, finaliza o pesquisador.
Texto:
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| Última Atualização ( segunda, 07 de janeiro de 2008 ) |
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A iniciativa da pesquisa surgiu da “discussão sobre a prática de exercícios de alta performace em mulheres idosas e suas possíveis repercussões sobre a qualidade de vida em seus múltiplos aspectos”, garante um dos responsáveis pelo estudo, Luiz Eugênio Garcez-Leme. Segundo ele, essa faixa etária foi utilizada pelo fato de as mulheres com mais de 60 anos serem parte da atenção específica da geriatria, e também por ser um grupo que pratica poucos exercícios, ainda mais como o que foi avaliado.
